Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado a aliados sua preferência para que o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, seja candidato a vice-governador em uma eventual chapa encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo em 2026.
Apesar da sinalização do presidente, o Partido Socialista Brasileiro mantém, por enquanto, a defesa da candidatura de França ao Senado Federal, o que tem prolongado as negociações sobre a composição da chapa no estado.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Haddad já demonstrou incômodo com a indefinição e espera que a questão seja solucionada nos próximos dias.
Na semana passada, durante reunião da Executiva Nacional do PSB, o partido definiu como prioridade as candidaturas de Márcio França e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, para o Senado. A decisão foi interpretada como um posicionamento da legenda em defesa de uma segunda vaga na chapa majoritária do campo governista em São Paulo.
O movimento ocorre em meio às articulações da federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade para ampliar o apoio à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que também é apontada como possível candidata ao Senado.
A posição do PSB teria sido levada ao conhecimento de Lula. Dias antes, o presidente participou de agendas públicas na capital paulista ao lado de Simone Tebet e Marina Silva. Durante um dos eventos, diante de um público formado por motoboys e sindicalistas, Lula afirmou que esperava que os presentes "um dia" votassem nas duas ministras.
A declaração foi interpretada por integrantes do grupo político de Marina Silva como um gesto favorável à sua eventual candidatura ao Senado. Já aliados de Márcio França minimizaram o episódio e mantêm a expectativa de que as negociações sobre a composição da chapa sejam concluídas nas próximas semanas.
Por Bahia Notícias
