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Quase 3 meses após liquidação, há muito a se investigar no caso Master

Publicada em: 08/02/2026 07:55 -

Foto: Divulgação

 

 

 

Quase três meses após a liquidação extrajudicial do banco Master, em novembro do ano passado, segue difícil de calcular a dimensão do prejuízo que o evento trará aos clientes da instituição e aos cofres públicos. Pouco se avançou também nas ramificações políticas do caso.
 

 

Embora haja investigações da Polícia Federal em curso e a tentativa de alguns partidos de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para aprofundar as ramificações de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, com políticos, o que se sabe sobre o caso até agora é bastante limitado.
 

 

A quebra do Master foi engendrada em uma estratégia agressiva do banco de vender CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) pagando taxas bem acima do mercado. Esses títulos, quando adquiridos até o valor de R$ 250 mil, são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) --e era com base nisso que Vorcaro alavancava as captações.
 

 

A partir do final de 2024, no entanto, o Master começou a ter dificuldades em rolar os pagamentos a detentores de títulos, e passou a vender carteiras forjadas a outros bancos para captar recursos. Liquidado o Master pelo Banco Central, caberá agora ao FGC ressarcir os clientes, em valor estimado de R$ 47 bilhões.
 

 

Em outra frente de prejuízos (e investigações), fundos de previdência estaduais e municipais também perderam dinheiro com a quebra do banco. Nesses casos, porém, eles não podem ser indenizados pelo FGC, trazendo prejuízos ainda não totalmente dimensionados a seus participantes.
 

 

É pouco clara ainda também a relação de autoridades com o caso, como o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, cujos irmãos foram sócios em um resort no Paraná de um cunhado de Vorcaro. Ao assumir a relatoria do caso no Supremo, Toffoli limitou o acesso a dados da investigação.
 

 

Ainda em relação ao STF, o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes, Viviani Barci de Moraes, foi contratado por R$ 3,6 milhões ao mês para defender o Master --valor considerado exorbitante por especialistas.
 

 

Os últimos desdobramentos do caso foram a prisão do ex-presidente do Rioprevidência, fundo de servidores fluminenses que pode amargar prejuízo de quase R$ 1 bilhão, e uma operação da PF contra o Amprev, fundo de previdência do Amapá, cujo presidente foi indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), além de ter sido seu tesoureiro de campanha.

 

  

 

Por Bahia Notícias

 

 

 

 

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